Sala de aulas lotadas, alunos indisciplinados, falta de condições nas escolas, dificuldade de apoio por parte da direção, assim como estudantes com necessidades especiais, são algumas das dificuldades apontadas, levando à sobrecarga de trabalho.
Por outro lado, a remuneração insuficiente não só reflete a desvalorização social da categoria, bem como obriga o docente a lecionar em vários turnos para complementar o orçamento doméstico. É freqüente utilizarem os fins de semana para corrigir trabalhos ou preparar aulas.
Observa-se também que a escola e a sociedade cobram mais competências do educador, e, sem tempo para leitura ou para cursos de aprimoramento, ele se sente sufocado com tantas cobranças.
A síndrome de burnout, que é diagnosticada pela frequente exaustão emocional, sensação de perda de energia, de baixa realização profissional, de fracasso e de esgotamento.
Na síndrome de burnout, a pessoa apresenta-se consumida física e emocionalmente pelo próprio objeto de trabalho — portanto, o termo burnout (do inglês burn, queima, e out, para fora, até o fim) designa uma doença desencadeada em profissionais de várias áreas, porém é mais comum em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como a do professor.
As fases da síndrome de burnout são:
• Idealismo
• Realismo
• Estagnação e frustração, ou quase-burnout
• Apatia e burnout total
• Fenômeno fênix
Na fase do idealismo, conhecida como o momento de grande entusiasmo e energia, parece que o trabalho preenche a vida do professor.
No segundo momento, a fase do realismo é constituída pelo período em que o professor percebe que suas aspirações e ideais não correspondem à realidade. Inicia-se então a elaboração do sentimento de frustração, e ele percebe que não é recompensado.
Nesse período, ele intensifica seu trabalho e até busca realização, mas a desilusão acaba por colocar o professor numa indagação sobre sua competência.
Assim, a desilusão e o cansaço dão lugar à fadiga crônica, então aparecem a estagnação e frustração, é o quase-burnout. Nesse momento, aparecem os sintomas de irritabilidade, intolerância, fuga dos contatos, atrasos e faltas.
Posteriormente, constitui-se a apatia e o burnout total. Nessa fase, o professor já se encontra com a autoestima fragilizada, experimenta o desespero e pode chegar à depressão. Surge o desejo de abandonar o trabalho e há perda do sentido da sua ocupação.
Finalmente, inicia-se a fase denominada fenômeno fênix, que significa renascer das cinzas.
Se você se identificou com alguns dos sintomas citados, busque ajuda através de um psiquiatra e psicólogo para te auxiliarem a lidar com essa fase em sua vida.
Parabéns pelo seu trabalho.